Da descentralização do estado como agente central nas relações internacionais: uma análise do contexto angolano no período do nacionalismo (1961-1975)

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Tipo de documento

TCC

Data de publicação

2017

Departamento

Escola de Gestão Pública, Política, Jurídica e Segurança

Curso

Relações Internacionais

Local de publicação

Curitiba/PR

Modalidade de acesso

Acesso aberto

Autor(es)

Satjyambula, Miguel da Piedade

Orientador(es)

Coorientador(es)

Membros da banca

Resumo

O presente artigo pretende analisar o cenário das Relações Internacionais (RI) em Angola no período do nacionalismo (1961-1975). Considerando o fato de que nesta época inexistia um Estado angolano, pois até então o país ainda era colónia portuguesa, portanto, novos agentes precisaram surgir como mediadores das relações externas. Este contexto é marcado por diversas tensões entre o governo português e diversos grupos que buscavam a independência de Angola, grupos estes que mais tarde se tornaram partidos políticos. Grande parte dos líderes destes movimentos de contestação sofreram forte perseguição pelo governo português, de sorte que muitos viram a diáspora como solução. É neste contexto que surgem as igrejas e as missões cristãs como agentes de suma importância nas RI, pois elas estavam tremendamente envolvidas com as causas dos grupos que contestavam a dominação portuguesa em território angolano, que concederam bolsas de estudos no exterior para muitos jovens que mais tarde vieram a se tornar nomes centrais na luta pela independência angolana. É esta postura de mediadora que faz da igreja, e não do Estado, uma agente importantíssima nas RI em Angola. Em vista disso fez-se a revisão da biografia que aborda o assunto, e também serviu-se dos conceitos das teorias das RI para compreender a postura das igrejas (católica e protestantes) neste período.

Palavras-chave

Nacionalismo angolano, Relações Internacionais

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