Exu: de deus mitológico à demônio cristão
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Tipo de documento
TCC
Data de publicação
2021
Departamento
Escola de Educação
Curso
Ciências da Religião
Local de publicação
Modalidade de acesso
Acesso aberto
Autor(es)
Rodriguês, Penélope Harline
Orientador(es)
Moraes, José Carlos
Coorientador(es)
Membros da banca
Resumo
Este artigo, tem por objetivo, demonstrar parte do percurso histórico, de uma divindade
do panteão africano. Exu em sua fonte mitológica é criação de Olòdùmarè, o deus criador
dos Orixás para a cultura africana. Exu é cultuado por diversas vertentes de matrizes
africanas pelo mundo, foi demonizado por padres missionários portugueses, ainda em seu
país de origem, por suas representações fálicas. Portador de uma personalidade dual, é
apresentado por diversas óticas, ao longo de sua trajetória, ora é o mal feitor, desordeiro,
briguento e colérico, ora o ordenador do caos, o benfeitor, e o fiscalizador da conduta
humana. Migrou para o Brasil, na memória dos africanos que foram tirados do seu
continente de origem, para serem escravizados no período colonial. Aos africanos
escravizados, ocorreu a imposição da religião católica, eram obrigados a frequentar as
missas e a jurar que estavam convertidos, para não sofrerem mais punições. Porém em
forma de resistência, para manter seu culto ancestral, os africanos instalaram o sincretismo
no Brasil. Assim como seu povo, Exu também resistiu ao tempo e aos pré-conceitos
estabelecidos ao longo da história. Na atualidade, se faz presente, e é cultuado em diversas
vertentes religiosas pelo mundo.
Palavras-chave
Exu, religião, matrizes-africanas, ritos, rituais
