| dc.description.abstract | Este trabalho é o resultado de uma pesquisa sobre como uma atividade de extensão pode contribuir para a formação de estudantes de graduação. O objetivo principal foi o desenvolvimento de um produto educacional a ser implementado em cursos do ramo imobiliário e teve como ponto de partida os cursos superiores de tecnologia em gestão de negócios imobiliários, ofertado em diferentes instituições de ensino, públicas e privadas. A natureza da pesquisa foi, na fase inicial, de caráter exploratório, de natureza qualitativa e foi utilizada a metodologia descritiva e realizou-se estudos bibliométricos. Várias bases de dados foram consultadas e o trabalho foi concluído com 149 diferentes fontes tendo sido citadas. As atividades de extensão universitária, já previstas na LDBEN em seu Art. 43, inciso VI, só se tornaram obrigatórias como parte da grade curricular dos cursos superiores em dezembro de 2018. As diretrizes para a implantação da extensão universitária no ensino superior têm como objetivo a interação dialógica da comunidade acadêmica com a sociedade por meio da troca de conhecimentos, da participação e do contato com as questões complexas contemporâneas presentes no contexto social. Não se pode esquecer do tripé ensino-pesquisa-extensão. Como uma atividade de extensão prevê a interdisciplinaridade, uma análise extensa foi feita sobre esse tema. Procurou-se identificar se há uma preocupação com a interdisciplinaridade quando da elaboração dos projetos dos cursos, bem como se há um cuidado em se prever atividades extensionistas que permitam ao futuro profissional entender a cidade onde irá trabalhar quando egresso do curso de gestão de negócios imobiliários. Percebe-se, no mundo, um movimento visando a transformação das cidades que se intitulam cidades que educam e transformam. Entretanto, há a especulação imobiliária que em alguns momentos transforma uma cidade, tendo locais de grande desigualdade devido ao processo de gentrificação. É importante lembrar, por isso, que as gerações atuais e as gerações futuras têm o direito à cidade. Nesse sentido, por se inserir como tese defendida no âmbito da Cátedra UNESCO de Cidades que educam e transformam -Redes UNITWIN, essa tese mergulha nessas discussões considerando as várias dimensões que envolve a interseção entre negócios imobiliários, educação e o direito à cidade. Os egressos dos cursos do ramo imobiliário deverão estar atentos a esse fenômeno. Uma cidade educadora, portanto, é aquela que, para além de suas funções tradicionais, reconhece, promove e exerce um papel educador na vida dos sujeitos, assumindo com desafio permanente a formação integral de seus habitantes. Transformar cidades em espaços de aprendizagem significa aproveitar o ambiente urbano como um recurso educacional. As atividades práticas, como projetos de melhoria urbana e engajamento com a comunidade local, podem ser incorporadas ao currículo escolar para promover o aprendizado baseado em problemas reais. Uma cidade que educa e transforma pode se privilegiar com essas ações, se adequadamente implantadas. Para se ter uma ideia de como as atividades de extensão podem contribuir na formação de cidades educadoras, o primeiro passo foi identificar o estado da arte. Foi consultado Banco de Teses e Dissertações – BTD da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – CAPES, além de outros importantes autores do setor. Propôs-se, no final, as atividades extensionistas como disciplina do curso que permitirão ao egresso a obtenção das competências profissionais desejadas pelo mercado, permitindo que, a partir da realização de práticas associadas aos conhecimentos teóricos ensinados ao longo do curso, seja capaz de dar o valor do imóvel que estiver comercializando. | pt_BR |