Direito das famílias e psicologia: contribuições para a mediação de conflitos

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Tipo de documento

TCC

Data de publicação

2025

Departamento

Escola de Gestão Pública, Jurídica, Política e Segurança

Curso

Direito

Local de publicação

Curitiba, Brasil/Paraná

Modalidade de acesso

Acesso aberto

Autor(es)

Sicheroli, Marcelo Henrique Pettarin

Orientador(es)

Silva, Adriana Martins

Coorientador(es)

Membros da banca

Resumo

A presente pesquisa tem como objetivo examinar em que medida a integração entre modelos psicológicos e a atuação jurídica qualifica a mediação na harmonização de conflitos familiares. Observa-se que a interface entre direito e psicologia amplia a compreensão no processo de mediação ao possibilitar uma leitura estruturada das dinâmicas emocionais e comunicacionais que sustentam o litígio; incentiva o procedimento por meio de triagem técnica, protocolos de segurança e definição clara de papéis; e aprimora os desfechos, com maior aderência, satisfação e estabilidade dos acordos, especialmente em contextos de vulnerabilidade social. Infere-se que o modelo de justiça multiportas e a estrutura dos CEJUSC’s oferecem um ambiente institucional propício à atuação interdisciplinar, com formação continuada e métodos orientados tecnicamente. No entanto é necessário atentar-se para os limites ético-normativos, sobretudo em situações de violência doméstica, nas quais a proteção legal e a prevenção de não ocorrência de revitimização devem prevalecer. Para isso, adotou-se abordagem qualitativa, de caráter exploratório, com revisão bibliográfica e documental sobre o marco normativo, as práticas institucionais e a literatura especializada. Conclui-se que a integração psicolegal qualifica de modo significativo a mediação familiar ao aprimorar a análise inicial, orientar o desenho procedimental e elevar a qualidade e a estabilidade dos acordos, configurando-se como condição metodológica para uma mediação segura, humana e efetiva.

A presente pesquisa tem como objetivo examinar em que medida a integração entre modelos psicológicos e a atuação jurídica qualifica a mediação na harmonização de conflitos familiares. Observa-se que a interface entre direito e psicologia amplia a compreensão no processo de mediação ao possibilitar uma leitura estruturada das dinâmicas emocionais e comunicacionais que sustentam o litígio; incentiva o procedimento por meio de triagem técnica, protocolos de segurança e definição clara de papéis; e aprimora os desfechos, com maior aderência, satisfação e estabilidade dos acordos, especialmente em contextos de vulnerabilidade social. Infere-se que o modelo de justiça multiportas e a estrutura dos CEJUSC’s oferecem um ambiente institucional propício à atuação interdisciplinar, com formação continuada e métodos orientados tecnicamente. No entanto é necessário atentar-se para os limites ético-normativos, sobretudo em situações de violência doméstica, nas quais a proteção legal e a prevenção de não ocorrência de revitimização devem prevalecer. Para isso, adotou-se abordagem qualitativa, de caráter exploratório, com revisão bibliográfica e documental sobre o marco normativo, as práticas institucionais e a literatura especializada. Conclui-se que a integração psicolegal qualifica de modo significativo a mediação familiar ao aprimorar a análise inicial, orientar o desenho procedimental e elevar a qualidade e a estabilidade dos acordos, configurando-se como condição metodológica para uma mediação segura, humana e efetiva.

Palavras-chave

Direito das Famílias, Mediação, Psicologia, Justiça Multiportas, Conflitos Familiares

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